Tribulação: a fuga em dia de sábado...

 07-10-2024

Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será” (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXIV, Versos XX e XXI).

TRIBULAÇÃO. Para entender o apocalipse, no que tange a respeito das tribulações, obrigatoriamente, temos que saber as respostas de duas perguntas:

Para quem/onde foi prometido as tribulações?

Por qual motivo?

Sem possuir esse entendimento, supostos exegetas farão apenas uma conjectura subjetiva segundo os seus anseios pessoais, ou seja, AS MENTIRAS DO APOCALIPSE PROTESTANTE.

Observando os dois versos (Acima) do evangelho de São Mateus, entendemos que, os versos falam sobre uma FUGA, no qual, seria importante que não acontecesse em dia de SÁBADO!

Neste artigo, eu irei trabalhar em cima dessa informação.

A respeito da primeira pergunta, peço ao leitor que reflita a seguinte afirmação: “Rogai para que vossa fuga não seja [...] em dia de SÁBADO. Em cima dessa afirmação, eu pergunto aos leitores: Existe algum lugar no mundo (hoje) – de modo legislativo –, que guarda o dia de SÁBADO? Deixo para que o leitor (Católico ou Protestante) reflita sobre essa pergunta e encontre uma resposta coerente.

Levando em consideração as MENTIRAS DO APOCALIPSE PROTESTANTE, faço outra pergunta: existe algum Católico no mundo – de modo religioso ou legislativo –, que guarda o dia de SÁBADO? Novamente, eu deixo para que o leitor (Católico ou Protestante) reflita sobre essa pergunta e encontre uma resposta coerente.

Na verdade, hoje, o sábado judaico apenas é guardado como dia de descanso por pequenos grupos judaizantes e algumas comunidades judaicas. Não há uma legislação que obrigue a guarda do sábado por parte que algum governo.

O território de Israel, até a era apostólica, foi o único lugar no mundo, no qual, a guarda do sábado, além de ser um preceito religioso, era lei dentro do território, ou seja, todos os judeus eram obrigados a guardar o sábado. Na época, só era permitido a um JUDEU andar cerca de 1.110 metros em dia de sábado[1]. Esse preceito, Biblicamente, ficou conhecido como: UMA JORNADA DE SÁBADO.

“Voltaram eles então para Jerusalém do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado (Atos dos Apóstolos, Capítulo I, Verso XII).

“Considerai que, se o Senhor vos deu o sábado, vos dá ele no sexto dia alimento para dois dias. Fique cada um onde está, e ninguém saia de sua habitação no sétimo dia (Êxodo, Capítulo XVI, Verso XXIX).

Não faz sentido uma profecia dessas para uma religião, ou, seguimento, no qual, não possui a guarda do SÁBADO como um preceito religioso ou legislativo, até porque, todos os apologistas sabem perfeitamente que, a observância do SÁBADO, era uma aliança entre Deus e os ISRAELISTAS apenas, os povos gentílicos não estavam incluídos nessa aliança.

Os israelitas guardarão o sábado, celebrando-o de idade em idade com um pacto perpétuo. Este será um sinal perpétuo entre mim e os israelitas, porque o Senhor fez o céu e a terra em seis dias e no sétimo dia ele cessou de trabalhar e descansou” (Êxodo, Capítulo XXXI, Versos XVI e XVII).

Qual o verdadeiro significado dessa profecia?

Reposta reflexiva: imaginem um JUDEU, da linhagem daqueles que crucificaram Jesus Cristo, fugindo de JERUSALÉM e podendo percorrer apenas alguns metros no dia de SÁBADO! Esse é o único e verdadeiro sentido dessa profecia.

Por sua vez, reforçando essa ideia, Jesus Cristo afirma que, a FUGA, no qual, seria importante não ocorrer em dia de SABÁDO, seria apenas para os habitantes de JERUSALÉM.

Quando virdes que Jerusalém foi sitiada por exércitos, então sabereis que está próxima a sua ruína. Os que então se acharem na Judeia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Porque estes serão dias de castigo, para que se cumpra tudo o que está escrito (Evangelho de São Lucas, Capítulo XXI, Versos XX, XXI e XXII).

“Ouvi outra voz do céu que dizia: Meu povo, sai de seu meio para que não participes de seus pecados e não tenhas parte nas suas pragas” (Apocalipse, Capítulo XVIII, Verso IV).

Obs.: Jerusalém capital da Judeia nos tempos Bíblicos.

Segunda pergunta: qual o MOTIVO desse castigo? Observem esse texto:

“Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim [...]. Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às SINAGOGAS e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho [...]. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome” (Evangelho de São Lucas, Capítulo XXIV, Versos IX ao XVII).

O texto diz que os apóstolos seriam: perseguidos, açoitados e mortos dentro do território de Israel pela comunidade judaica.

Corroborando com essa ideia, Euzébio de Cesareia diz:

“Depois da ascensão de nosso Salvador, os judeus acrescentaram ao crime cometido contra ele (Jesus Cristo) inúmeras ameaças contra seus apóstolos: Estevão foi o primeiro que eliminaram apedrejando-o, depois dele, Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João, a quem decapitaram, e, depois de todos, Tiago, o que depois da ascensão de nosso Salvador, foi o primeiro designado para o trono episcopal de Jerusalém e morreu da forma que já descrevemos. E os demais apóstolos sofreram milhares de ameaças de morte e foram expulsos da terra da Judeia [...] A partir deste momento, como se todos os homens santos tivessem abandonado por completo a própria metrópole real dos judeus e toda a região da Judeia, a justiça divina alcançou os judeus pelas iniquidades que cometeram contra Cristo e seus apóstolos, e apagou dentre os homens toda aquela geração de ímpios (História Eclesiástica de Euzébio de Cesareia, Livro V, Capítulo III, Versos II ao VII).

Realmente, eu não preciso interpretar esse texto... Para enfatizar melhor esse assunto, eu vou expor a pregação de Jesus Cristo, no qual, ele afirma que, JERUSALÉM é a cidade que foi condenada pela morte de SANTOS, APÓSTOLO e PROFETA.

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Edificais sepulcros aos profetas, adornais os monumentos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos manchado nossas mãos como eles no sangue dos profetas [...]. Testemunhais assim contra vós mesmos que sois de fato os filhos dos assassinos dos profetas. Acabai, pois, de encher a medida de vossos pais! Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno? Vede, eu vos envio profetas, sábios, doutores. Matareis e crucificareis uns e açoitareis outros nas vossas sinagogas. Persegui-los-eis de cidade em cidade, para que caia sobre vós todos o sangue inocente derramado sobre a (TERRA), desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar. Em verdade vos digo: todos esses crimes pesam sobre esta raça.  Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste! Pois bem, a vossa casa vos é deixada deserta” (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXIII, Versos XXIX ao XXXVIII).

Ai de vós, que edificais sepulcros para os profetas que vossos pais mataram. Vós servis assim de testemunhas das obras de vossos pais e as aprovais, porque em verdade eles os mataram, mas vós lhes edificais os sepulcros. Por isso, também disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, mas eles darão a morte a uns e perseguirão a outros. E assim se pedirá conta a esta geração do sangue de todos os profetas derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e o templo. Sim, declaro-vos que se pedirá conta disso a esta geração (Evangelho de São Lucas, Capítulo XXI, Versos XLVIII ao LI).

Acredito estar bem claro os motivos que levou Jesus Cristo enviar a grande tribulação contra a cidade de Jerusalém, que, é, a Babilônia do apocalipse. Observem o que diz esses textos retirados do apocalipse de João:

Vi que a mulher estava ébria do sangue dos santos e do sangue dos mártires de Jesus; e esta visão encheu-me de espanto” (Apocalipse, Capítulo XVII, Verso VI).

“Foi em ti que se encontrou o sangue dos profetas e dos santos, como também de todos aqueles que foram imolados na (TERRA) (Apocalipse, Capítulo XVIII, Verso XXIV).

Nesse momento, eu peço ao leitor que fixe o seu raciocino na palavra TERRA, pois, essa é a CHAVE para descobrir quem é a PROSTITÚTA DA BABILÔNIA.

O Evangelho de São Mateus diz a respeito da cidade de JERUSALÉM: “para que caia sobre vós todo o sangue inocente derramado sobre a TERRA”.

O Apocalipse diz a respeito da PROSTITUTA DA BABILÔNIA: “Foi em ti que se encontrou o sangue [...] de todos aqueles que foram imolados na TERRA”.

Seria coincidência, ou, o Apocalipse refere-se a mesma cidade mencionada por Jesus Cristo no evangelho de São Mateus? As duas cidades estavam machadas e foram condenadas por todo o sangue derramado sobre a TERRA.

Conclusão:

A grande tribulação foi um castigo enviado por Deus para a cidade de Jerusalém, pois, além de ter se prostituído com deuses de outras nações durante toda sua história, crucificou Jesus Cristo, e, como se não bastasse, é a única cidade que conseguiu matar os profetas enviados por seu Deus durante o antigo testamento. No novo testamento, essa mesma cidade conseguiu perseguir e matar vários apóstolos e discípulos, sendo que, aqueles que não foram mortos em Jerusalém, foram exilados e entregues as autoridades pagãs. Por fim, Jerusalém, na época de Cristo, foi o único lugar no mundo que temeria uma FUGA EM DIA DE SABÁDO.

Autor: Cristiano Macabeus.

Notas:

[1] – Enciclopédia bíblica teológica e de literatura eclesiástica declara: “Por causa das leis rigorosas relacionadas com a observância do sábado [...], foi decretado que nenhum israelita devia caminhar no sábado além de certa distância, chamada de jornada de um sábado”. Essa distância foi estipulada em dois mil côvados, que corresponde a cerca de um quilômetro.

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